Arquivos Mensais: Janeiro 2011
a Arrogância de Joyce
A arrogância é uma das expressões faciais mais belas num rosto contristo. Crânios sem carne, gordura, bochechas róseas e nervuras estão sempre rindo histericamente. O que mais fascina nos crânios desnudos — o símbolo universal da morte — é o … Continuar a ler
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a Bunda de Napoleão
Uma cousa que me irrita muito é encontrar alguém falando que tem “descendência italiana”. Considero a expressão o suprassumo da paulistanidade. Você não encontra um carioca, um mineiro ou um paraibano dizendo coisas tão horríveis. A expressão, per si, é … Continuar a ler
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o Ateísmo Fanfarrão
Já tive vontade de espancar um ateu com um piu-piu de pelúcia. Ou um frajola, ou, sei lá, o catatau. Na verdade já pensei em ter uma coleção, um quartinho dos horrores, de bonecos de pelúcia pra tortuar ateus. Gaguinho, … Continuar a ler
Filed under Série Civilizatória
o Maníaco do Jequitinhonha
Destrincho mentalmente uma versão brasileira de Lolita, em que eu, depois de fugir com uma ninfeta para os confins de Minas Gerais, vivendo em comunidades de artesanato e ufologia, [apareceríamos de relance numa matéria do Fantástico]. Rumando loucamente (pronuncie o … Continuar a ler
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a Derrota de Trotski
Nutro um amor maternal à imagem icônica do derrotado (e exilado ) político. Acima, Trotski alimentando galinhas num poleiro mexicano. Para conter um pouco do sofrimento que essa imagem me causa (a do exílio e derrota política), penso no som … Continuar a ler
Filed under Série Civilizatória
Luz de Inverno
I Em alguma cena “Luz do Inverno” (Bergman), o padre Tomas observa uma escultura de Cristo crucificado e diz algo como “que imagem ridícula”. A imagem é ainda mais aterradora que a crucificação de Grünewald. [em Grünewald Cristo têm os … Continuar a ler
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o Gato Branco
Em minha infância persegui um gato branco. Não tinha o olhar indiferente dos felídeos, mas encarava-me como se pudesse penetrar em minh’alma. Às vezes dramaticamente — como esses gifs que vemos na internet — virava o pescoço para trás e … Continuar a ler
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Capítulos de História Romana
Dedicado a Pedro Moniroje Pompeu bolina o seio esquerdo. Sente uma gostosa sensação de feminilidade. “como é bom ser mulher”. Aperta novamente o peito e sente que está lactando. Percebe que seu nariz está descascando; como uma um velha … Continuar a ler
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